O jornal londrino Financial Times trouxe na edição de hoje uma análise sobre a economia brasileira. Segunda a publicação, os mercados financeiros em geral estão otimistas sobre a perspectiva de um segundo mandato de Lula, e os ativos brasileiros se equilibraram. Lula prometeu que as metas de inflação e a ortodoxia fiscal continuarão em vigor.
O presidente compreende o poder da baixa inflação para aumentar o poder aquisitivo dos pobres - um dos principais motivos de sua vitória no domingo - e manteve as políticas ortodoxas em seu primeiro mandato de quatro anos, apesar do coro crescente de ministros, do PT e de líderes da indústria pedindo mudanças.Também é provavelmente seguro supor que não haverá mudanças drásticas na liderança do Banco Central, embora haja indícios de que a autonomia operacional de que ele gozou no primeiro mandato de Lula será reduzida.
O que deveria preocupar mais os mercados são os sinais confusos de ministros e do próprio presidente sobre o caminho para aumentar o crescimento.O Brasil precisa desesperadamente crescer para enfrentar seus problemas sociais. Mas a economia se expandiu em média apenas 2,5% ao ano nos últimos 15 anos, e o "crescimento espetacular" prometido por Lula não se materializou. O crescimento foi de 2,3% no ano passado e será de aproximadamente 3% neste ano. Existe uma crescente impaciência sobre a aparente incapacidade das políticas ortodoxas de gerar resultados.
Um comentário:
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