O jornal londrino Financial Times trouxe na edição de hoje uma análise sobre a economia brasileira. Segunda a publicação, os mercados financeiros em geral estão otimistas sobre a perspectiva de um segundo mandato de Lula, e os ativos brasileiros se equilibraram. Lula prometeu que as metas de inflação e a ortodoxia fiscal continuarão em vigor.
O presidente compreende o poder da baixa inflação para aumentar o poder aquisitivo dos pobres - um dos principais motivos de sua vitória no domingo - e manteve as políticas ortodoxas em seu primeiro mandato de quatro anos, apesar do coro crescente de ministros, do PT e de líderes da indústria pedindo mudanças.Também é provavelmente seguro supor que não haverá mudanças drásticas na liderança do Banco Central, embora haja indícios de que a autonomia operacional de que ele gozou no primeiro mandato de Lula será reduzida.
O que deveria preocupar mais os mercados são os sinais confusos de ministros e do próprio presidente sobre o caminho para aumentar o crescimento.O Brasil precisa desesperadamente crescer para enfrentar seus problemas sociais. Mas a economia se expandiu em média apenas 2,5% ao ano nos últimos 15 anos, e o "crescimento espetacular" prometido por Lula não se materializou. O crescimento foi de 2,3% no ano passado e será de aproximadamente 3% neste ano. Existe uma crescente impaciência sobre a aparente incapacidade das políticas ortodoxas de gerar resultados.
24.11.06
Poupança x Fundos

A Febraban apresentou ao governo uma nova sugestão de fórmula para o cálculo da remuneração do investimento mais popular do país, com cerca de 70 milhões de aplicadores. Pela proposta, a TR (Taxa Referencial), usada na correção mensal da caderneta, seria mais "sensível" à taxa Selic (os juros básicos do governo). Assim, se a Selic caísse, a poupança também teria queda.
"Hoje,a caderneta tem rendimento de 6% ao ano, mais correção da TR --cerca de 2,5% ao ano. No total, são 8,5% ao ano, em média. A TR é baseada no rendimento de títulos bancários --CDBs e RDBs. Mesmo que a Selic caia, o ganho não é tão afetado", disse nesta terça-feira Pierre Lucena, da Contagem Consultoria, em seu comentário diário ao TV Jornal Notícias.
O que ocorre é que os fundos de investimento, como os de renda fixa, têm sua rentabilidade atrelada à taxa Selic. E, como houve queda nos juros (em julho, estavam em 15,25% ao ano e agora estão em 13,75%), os fundos já não estão rendendo tão bem.
"Hoje,a caderneta tem rendimento de 6% ao ano, mais correção da TR --cerca de 2,5% ao ano. No total, são 8,5% ao ano, em média. A TR é baseada no rendimento de títulos bancários --CDBs e RDBs. Mesmo que a Selic caia, o ganho não é tão afetado", disse nesta terça-feira Pierre Lucena, da Contagem Consultoria, em seu comentário diário ao TV Jornal Notícias.
O que ocorre é que os fundos de investimento, como os de renda fixa, têm sua rentabilidade atrelada à taxa Selic. E, como houve queda nos juros (em julho, estavam em 15,25% ao ano e agora estão em 13,75%), os fundos já não estão rendendo tão bem.
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